Teleférico do Complexo do Alemão: um passeio para toda a família no Rio de Janeiro

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Quem escreve o post de hoje é o amigo e viajante inveterado Diego Paiva (@diegospaiva). Recentemente ele viajou para o Rio de Janeiro e nos conta como é o passeio de teleférico do Complexo do Alemão.

 

“O Complexo do Alemão no Rio de Janeiro foi um lugar onde o crime organizado reinou absoluto por muitos anos, tornando-se uma das áreas de maior risco de toda a cidade. Em 2010, pudemos acompanhar pela TV a retomada desse território pelos policiais e soldados das forças armadas em uma das maiores operações de pacificação já realizadas na capital fluminense, expulsando bandidos, facções criminosas e diminuindo drasticamente os crimes no local.

Infelizmente uma coisa que ainda persiste, mesmo mais de um ano depois da pacificação: é a ‘fama’ de lugar inseguro, o que afasta turistas e moradores de outros bairros/cidades do Rio de Janeiro, de uma ótima experiência de conhecer – mesmo que do alto – um pouco das comunidades que fazem parte do Complexo do Alemão, utilizando o teleférico.

Complexo do Alemão

O teleférico foi construído como parte das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), realizado pelo Governo Federal em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro. Foi inaugurado em julho de 2011 com o intuito de facilitar a locomoção dos moradores entre as favelas do complexo e a estação de trem de Bonsucesso.

É inevitável a comparação do teleférico do Complexo do Alemão com o da cidade de Medellín (Colômbia), que também foi construído com o mesmo intuito, e virou atração turística local. O Governo do Estado do Rio de Janeiro tem a mesma intenção, mas o receio dos turistas com a imagem pejorativa do Complexo (ainda) não fez a ‘atração’ entrar no roteiro da maioria dos visitantes da cidade.

Confesso que eu também tinha receio de ir até lá para conferir de perto o teleférico, ainda mais sozinho, que é como costumo andar pelo Rio de Janeiro. O acesso não é muito fácil para pessoas que estão em outros bairros, mesmo tendo trem integrado à estação. A maioria precisa pegar o metrô, ir até alguma estação com integração, mudar para o trem (que são bem ruins no Rio de Janeiro) e seguir para a estação de Bonsucesso, onde há o embarque do teleférico.

Acontece que, na minha última ida ao Rio de Janeiro, visitei a minha madrinha que mora em Ramos e comentei que tinha vontade de conhecer o teleférico. Resultado? Fomos todos (6 pessoas) no dia seguinte de carro conhecer o Complexo do Alemão e seu teleférico! :D (Dica: Se você não for da cidade, ou não tiver quem possa te levar lá, acredito que a melhor opção seja ir de táxi ou carro alugado, principalmente se você for com mais pessoas para dividir a corrida/aluguel do carro.)

Ao chegar, me deparei com uma estação limpa, organizada, pintada sem nenhum sinal de pixação e com várias obras de arte. Além disso, os funcionários eram educados, todos os equipamentos estavam funcionando e ainda tocando música clássica (!). Parecia que tinha acabado de ser inaugurada! Parabéns à Super Via, que administra o teleférico. (Só precisa melhorar e muito os trens que fazem integração com a estação do teleférico).

Complexo do Alemão

Compramos os nossos bilhetes e seguimos para a área de embarque. Subimos as escadas rolantes e já saímos onde as cabines passam bem devagar para que as pessoas possam embarcar e seguir viagem.

Cada cabine transporta até 10 pessoas, cinco de um lado e cinco do outro, mas com um certo aperto, porque a cabine não é tão espaçosa. Acredito que a lotação perfeita seria no máximo 4 pessoas de cada lado. De qualquer forma, no horário em que visitamos, fomos praticamente só nós seis dentro da cabine até a estação final.

Complexo do Alemão

O primeiro trecho vai de Bonsucesso até a estação Adeus, que fica no topo do morro de mesmo nome. Essa é a parte em que o teleférico sobe mais, pois ele vai do nível da rua até o topo do morro do Adeus. A vista é muito bonita da baía de Guanabara, Ilha do Governador, ponte Rio – Niterói e um pouco do centro do Rio.

Ao chegar na estação Adeus, as portas são abertas automaticamente enquanto a cabine se locomove lentamente dentro da estação, para que os passageiros possam entrar e sair. No nosso caso, continuamos dentro da cabine rumo à estação final, mas até lá ainda passamos por outras três estações: Baiana, Alemão e Itararé, para só então vir a estação Palmeiras, que é a final e de desembarque obrigatório.

Complexo do Alemão

A partir da estação do morro do Adeus é que dá pra visualizar o chamado Complexo do Alemão. São *muitas* casas construídas uma ao lado da outra, com vários andares e sem uma ordem pré-estabelecida. Há momentos em que você chega a se perguntar “como o morador consegue chegar ali?”. Também é possível ver muitos carros de polícia e homens das forças armadas, principalmente perto das estações do teleférico.

Quando chegamos na estação Itararé, um senhor que trabalha na estação passa em cada cabine perguntando se é a primeira vez que estamos utilizando o teleférico, o que estamos achando e se temos alguma dúvida. Achei bem bacana essa interação, a cordialidade e explicação de como funciona. Por mais que seja bem rápido, achei muito válido e deu para perceber que muita gente utiliza o transporte para fins turísticos.

Complexo do Alemão

Na estação final, Palmeiras, onde o desembarque é obrigatório, você pode descer, ir até a bilheteria e voltar no mesmo instante. Mas recomendo que dê uma volta pelo menos por ali onde a estação está. Há uma pequena praça e uma espécie de mirante para você observar o vai e vem do teleférico, ver melhor o Complexo e ainda fazer um lanche. Vários moradores aproveitaram a oportunidade para vender lanches na estação, já que há apenas um quiosque da Kibon (oficial) e todos os passageiros são obrigados a desembarcar.

Complexo do Alemão

Para voltar, o processo é o mesmo. Se você já tiver comprado ida e volta na estação de Bonsucesso, basta se dirigir até a catraca e acessar o embarque para voltar ao ponto inicial do teleférico. Caso ainda não tenha comprado, é só se dirigir até a bilheteria, comprar o bilhete para voltar à estação inicial e seguir para o embarque.

Assim como na ida, as estações do meio do caminho possuem desembarque facultativo, sendo obrigatório descer apenas na estação final, nesse caso, a de Bonsucesso. Lembrando que essa estação possui integração com o trem da Super Via.

Complexo do Alemão

O horário de funcionamento do teleférico do Complexo do Alemão (em Janeiro de 2012) é o seguinte:

Segunda à Sexta – 06h às 21h
Sábados – 08h às 20h
Domingos e Feriados – 09h às 15h

Tarifas (em Janeiro de 2012): Unitário – R$1,00 (Pagamento em Dinheiro ou Riocard)

Integração: Trem + Teleférico – R$2,80 (Pagamento em Dinheiro, Riocard ou Cartão Integração)

Idosos e Crianças de até 5 anos não pagam.

Observação: Não recomendo que visite o teleférico em dias chuvosos ou que esteja ventando muito, pois o teleférico costuma suspender as operações quando há ventos fortes.”

 

* Texto e fotos por Diego Paiva

    • Oi Marcie!!
      É verdade!! O Diego é super prestativo e tem sempre boas dicas de viagens, passagens, passeios…
      Tenho certeza que está pronto para começar o dele!! Estamos na torcida!!!
      Bjs, Anna

  1. Pessoal, muito obrigado pelos comentários! Fico feliz que tenham gostado do post.

    Marcie, tá enrolado, mas um dia esse blog sai! rsrs

    Anna, mais uma vez, muito obrigado pelo espaço. Uma honra pra mim ter um post aqui no Nós no Mundo.

    Beijos.

  2. Dieguito e Anna, arrasaram no post!! Parabéns pro Diego pelo texto, endosso a torcida pelo blog que sei, será um sucesso. Muito obrigada à Anna, por abrir o Nós no Mundo para essas "visitas" dos amigos =)

    • Oi Camilla!
      Na verdade, os meus agradecimentos são para vc e para o Diego que ajudaram a começar a coluna de posts dos amigos!!!
      Adorei a participação de vcs!!! Já estou esperando a próxima!!! Aliás, quero saber tudo daquele seu passeio pelo Grand Canyon!!!
      Bjs, Anna

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