Autêntico restaurante chinês em Hong Kong: vai encarar?

Em Hong Kong é possível experimentar a culinária do mundo inteiro. Contudo, os mais interessantes são mesmo aqueles tipicamente chineses, de cozinha local. A especialidade: dim sum e noodles.

Como identificá-los? O letreiro com o nome do restaurante é escrito em cantonês, os garçons não falam inglês e a esmagadora clientela tem olhinhos puxados.

Nas nossas andaças por perto da estação de metrô Causeway Bay, entre as ruas Pennington Street, Jardine’s Crescent e Leighton Road, descobrimos vários desses restaurantes. Entramos em alguns, e acabamos escolhendo o da foto abaixo, cujo nome deixo para vocês concluirem.

Típico restaurante chinêsTípico restaurante chinês

Na mesa havia um cardápio em cantonês, mas o garçom logo se apressou em trazer um cardápio em inglês. Não resisti à foto, com todos aqueles (para nós) indecifráveis símbolos. Só deu para identificar o preço da cerveja: 12 hong kong dólares, cerca de R$ 2,78.

Típico restaurante chinêsTípico restaurante chinês

Logo em seguida foi servido um chá de cortesia. Uma tradição por lá, que acompanha todas as refeições.

Na hora de pedir os pratos foi quando percebemos que os garçons não falavam inglês. Um deles até arranhava um pouco de inglês; mesmo assim, a comunicação falada não fluiu muito. Passamos aos seus gestos e saimos apontando os queríamos. Deu certo, à exceção do pedido do caranguejo que estava exposto rua, que não veio. Acho que eles não acreditaram que iríamos encarar os caranguejos…

Típico restaurante chinêsTípico restaurante chinês

O clássicos noodles e dim sum vieram até rápido e estavam sensacionais! Os noodles são o nosso conhecido macarrão (aliás, parecidos com o macarrão). O prato faz parte da culinária chinesa há mais de 2000 anos e dizem que Marco Polo levou a exótica mistura de farinha e água para a Itália após sua jornada pela China, quando, então, a pasta italiana ganhou notoriedade mundo afora.

Na China, os noodles são feitos de farinha de trigo ou de arroz. Podem ser fritos ou cozidos e também são servidos quentes ou frios.

Escolhemos o noodles frito com camarões, que também vinha acompanhado com legumes (HGD 52, pouco menos de R$ 12). Na preparação, a massa é cozinhada e depois rapidamente frita. O resultado é uma massa bem fininha e crocante. Saborosíssima!

Típico restaurante chinês

O dim sum, chamado em inglês de steamed dumpling, estava ótimo! São bolinhos de massa bem fina, em geral, cozidos no vapor em um tipo de cesta de bambu.

Típico restaurante chinês

Experimentamos os de camarão (HGD 22, cerca de R$ 5, a cestinha de bambu com 4 unidades) e os de porco (HGD 30, cerca de R$ 7, a cestinha com 6 unidades). Nota 10! Não perdiam para nenhum restaurante de Chef famoso.

Antes de viajar, treine comer com os palitinhos. Por lá não há garfo e faca. E, sinceramente, duvido que tenham em estoque para o caso de um cliente necessitado. Ah, um detalhe curioso: nada de hashi descartável (como será o nome dos pauzinhos em chinês?! Atualização: os pauzinhos se chamam Kuai Zi, segundo a @cristomasi). Eles são reutilizados e, aliás, já estavam bem gastos na ponta… Lavou, tá novo!

O que nos intrigou e divertiu, entretanto, foi a “forma” como os pratos eram preparados lá na cozinha. A limpeza e organização não eram o forte do restaurante…

Típico restaurante chinês

Cozinha do restaurante

Bem próximo da mesa onde estávamos, ficava a louça suja e vários alimentos cobertos com panos de pratos. Tudo ali, um ao lado do outro, numa bagunça única.

Típico restaurante chinêsTípico restaurante chinês

O mais chocante foi ver uma gaveta na entrada da cozinha toda suja. As bordas estavam nojentas!

Típico restaurante chinês

Como a gaveta estava vazia, pensei que talvez iriam retirá-la para limpeza. Ledo engano. Logo em seguida, a gaveta já estava cheia.

Típico restaurante chinês

O banheiro então… siga o conselho do Fred: não vá!

Para quem está se perguntando sobre os efeitos gastro-intestinais causados pela refeição, a resposta é: não sofremos maiores consequências.

Enfim, gostamos tanto da comida que voltamos no dia seguinte. A limpeza, ou melhor, a falta de limpeza é um “mero detalhe”. Tem que abstrair! Todos os demais restaurantes locais que visitamos eram mais ou menos assim…

E então: vai encarar?

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Sobre Anna Bárbara

É louca por viagens! Nem acaba de chegar de uma viagem e já está pensando nas próximas (no plural, é claro!). Tem o passaporte carimbado em mais de 20 países e é apaixonada pela Ásia, ou melhor, por todos os destinos exóticos. Qual a melhor viagem? "Não há dúvida", diz ela, "a melhor viagem é sempre a próxima".

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