Outro dia me perguntaram se era aconselhável contratar seguro de viagem. A minha resposta é imperiosa: Sim! Por quê? Porque ficar doente ou se acidentar na sua cidade ou em casa já é complicado, imagina então ter algum problema no exterior, onde você não conhece o funcionamento do sistema de saúde e talvez ainda nem fale a língua. Pequenos problemas podem se transformar em situações delicadas e difíceis de serem resolvidas.
Além disso, alguns países europeus exigem a apresentação de seguro de viagem no valor de mínimo de 30.000 euros para ingresso na Comunidade Europeia. O Tratado de Schengen, assinado entre países da Comunidade Europeia (Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Finlândia, França, Grécia, Islândia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Áustria, Portugal, Espanha e Suécia) exige que os turistas em visita a esses países comprovem ter assistência viagem com valor mínimo de € 30.000 para garantir assistência médica por doença ou acidente. Não é que nesse casos o seguro seja “aconselhável”; ele é obrigatório!
Depois da viagem que fiz para Bariloche em setembro do ano passado, tenho certeza de que os seguros de viagem são totalmente indispensáveis.
Viajei para a Patagônia Argentina, em companhia de uma amiga, para curtir a temporada de inverno ou, em outras palavras, esquiar. Como ela não tinha não nenhuma experiência com esqui e a minha experiência se limitava a um único dia de esqui em um intercâmbio que fiz aos 15 anos de idade nos Estados Unidos (isso há muito tempo atrás…), decidimos que no primeiro dia faríamos esquibunda ou trineos, como é chamado o “esporte” em espanhol, por considerarmos que seria mais fácil e mais tranquilo.


Fotos: Arquivo pessoal
Os detalhes sobre o esquibunda estão no post Esquibunda em Bariloche. Resumidamente, chegamos no local sem o equipamento adequado e, diante dos preços exorbitantes cobrados na única lojinha que alugava/vendia equipamentos, resolvemos economizar. Alugamos apenas a bota e um óculos de neve. Achei que poderia fazer o esquibunda com a roupa semi-impermeável que trajava e a minha luvinha de lã velha de guerra. Ledo engano.
Só quando estava descendo montanha abaixo é que descobri que eram as mãos o freio do esquibunda! Nem preciso dizer que minhas mãos congelaram na primeira curva… Conclusão: não consegui frear direito e desci numa super velocidade. Em determinado momento, quando passei sobre um morrinho de neve que havia na pista, o trenó se desprendeu um pouco do chão, fazendo com que eu caísse. O trenó foi para um lado e eu para o outro. Por total falta de coordenação (ou de sorte, né?) caí de mal jeito, bem de bunda na neve. E olha que a neve não estava nada fofinha… E assim aprendi o porquê do nome: esqui-bunda.
Na hora eu já senti uma forte dor. Mas, com toda a adrenalina e o risco de ser atingida pelo trenó que vinha logo atrás, continuei descendo. Imaginei que só estava um pouco dolorida, por conta da pancada. Não quis desperdiçar o passe com direito a seis descidas de esquibunda que já havia adquirido e, assim, continuei o dia inteiro.

Foto: Arquivo pessoal. Nessa foto eu já havia me acidentado e comprado as luvas novas, mesmo pagando muito mais caro.
De madrugada, não consegui dormir de tanta dor. Foi quando resolvi entrar em contato com o seguro de viagem da Mondial Assistance que eu havia comprado. O atendimento foi todo em português e, em menos de cinco minutos, já me informaram o nome e endereço do hospital onde eu deveria comparecer. Chegando lá fiz alguns exames e o médico detectou que eu havia lesionado o cóccix (osso da parte inferior da coluna vertebral). Não tive que desembolsar nenhuma quantia. Todos os gastos com a consulta médica e com os exames foram custeados pela Mondial.
O médico indicou alguns cuidados, mas, felizmente, consegui aproveitar o restante da viagem. Afinal de contas, tudo aconteceu no primeiro dia de viagem, na primeira descida de esquibunda….
Ao chegar no Brasil, a dor ainda persistia. Foi quando veio o diagnóstico de que havia fraturado o cóccix. O resultado: 30 dias de atestado médico e 3 meses sem qualquer atividade física.
Desde então, em todas as minhas viagens internacionais, tenho contratado seguro de saúde da Mondial.
Depois desse meu relato, você ainda tem coragem de viajar sem seguro de saúde?
Muito bom post! Realmente viajar sem seguro viagem é quase loucura, só quando a gente precisa que sabe como é indispensável!
Vc tem toda razão!! Eu senti na pele como o seguro de viagem é indispensável…
Uma amiga minha veio aos EUA com a familia. O irmao dela teve um ataque cardiaco no hotel e foi socorrido rapidamente. Foi operado e ficou otimo. Porem o seguro deles era de 10 mil dolares e a conta do hospita: 74 mil dolares e eles nao sabem agora como vao pagar…Convem fazer um alto!!
Parabens pelo post, muito bom!
Abs! http://www.brasileirovivendonoseua.blogspot.com/
74 mil dólares com gastos de hospital??!! Nossa!! Além de fazer um seguro, é bom observar quais são as coberturas do seguro.
Valeu a dica!
Confesso que nunca contratei e graças a Deus nunca precisei, mas já revi os meus conceitos. MEGA fail pra mim!
É melhor prevenir do que remediar e olha que esse remediar pode custar *muito* caro, ainda mais fora do Brasil…
Depois dessa experiência, eu não arrisco! Seguro de viagem sempre!!
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Olá, recomendo também as dicas da ABCA – Associação Brasileira de Cartões de Assistência http://www.abca.tur.br
Dica anotada!! Obrigada!
Quando se compra passagem com qualquer cartão visa, você já tem direito ao seguro, fica a dica.
Olá!
Tenho um pouco de receio do seguro de viagem do Visa porque funciona, ao que sei, pelo sistema de reembolso.
Seria bom saber a experiência de alguém de já utilizou para saber se realmente funciona bem….