Conhecendo as praias de Lima e o Santuário Pachacamac

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Banhada pelo mar do Pacífico, Lima é uma cidade muito procurada pelos surfistas, seja pelas ondas, seja pelo clima favorável o ano inteiro.

As praias não são exatamente “lindas”. Em  Chorrillos, a areia não é branquinha e a vegetação não é tão abundante, como no Brasil. As demais praias são artificiais e com cascalho no lugar da areia. É que foram aterradas para dar espaço entre os grandes paredões e o mar.

Praias de Lima

Praias de Lima

Fotos: Arquivo pessoal

A beleza fica por conta da falésia que separa a cidade do oceano. Observar o oceano lá do alto

Praias de Lima

Praias de Lima

Fotos: Arquivo pessoal

ou caminhar na praia observando a cidade ao fundo é belíssimo.

Praias de Lima

Praias de Lima

Praias de Lima

Fotos: Arquivo pessoal

No nosso segundo dia em Lima escolhemos fazer o tour privado Recorriendo la historia da empresa Lima Mentor, com duração de um dia inteiro. Começamos visitando a praia de Chorrilos e logo em seguida paramos próximo a um penhasco para observar a cidade de Lima e também para ouvir a história do Salto del Fraile (Salto do Frade, em português).

Praias de Lima

Reza a lenda que nos idos de 1800 um jovem foi adotado por uma rica família e depois ele se apaixonou por sua meia-irmã. A família então decidiu que o jovem iria para um convento para se tornar frade e a menina iria para a Europa, fazer uma longa viagem. No dia em que partiu o navio rumo à Europa, o jovem frade subiu na pedra mais alta que encontrou, olhou ao céu em penitência e se jogou ao mar. A menina, assistindo a toda cena, também jogou-se ao mar e ambos morreram.

Essa história a la Romeu e Julieta ficou tão famosa que hoje há um rapaz que se veste como frade e se lança ao mar, como na história, em troca de uma gorjeta dos turistas. Felizmente, o rapaz sabe exatamente o momento e o lugar certo de pular, para evitar de cair nas pedras.

Praias de LimaFoto: Arquivo pessoal

De lá, seguimos para o Centro Cerimonial Pachacamac, o principal santuário da costa andina, localizado a cerca de 40km de Lima.

Pachacamac era considerado o deus criador da Terra. A construção do templo se iniciou com os povos Limas, no ano 200 a.C. Com o passar do tempo, o local foi ocupado por outros povos, os Wari (650 d.C.), Ischma (1200 a 1450 d.C) e Incas (1450-1532 d.C.), sendo abandonado e praticamente destruído com a chegada dos colonizadores espanhóis.

Lá há um pequeno museu que conta a história dos povos que ali passaram e é mantida exposição dos principais materiais arqueológicos recuperados no Santuário.

O ingresso custa 6 soles por pessoa, mas, no nosso caso, já estava incluído no valor do tour. O horário de visitação é de terça a domingo de 9am a 5pm, sendo a última entrada às 4:30pm.

Depois de visitarmos o museu, seguimos de carro para conhecer alguns dos palácios e templos.

As pirâmides com rampas eram construções monumentais que funcionavam como centro admistrativos ou possíveis palácios. Ali existiam no total 17 pirâmides, o que demonstra a grandiosidade do Santuário.

Pachacamac

Foto: Arquivo pessoal

As pirâmides não tinham cume ou ponta. Eram edifícios formados por bases sobrepostas, cujo acesso era feito por rampas. À medida que se subia na pirâmide, as rampas iam ficando mais estreitas, para limitar o acesso e facilitar o controle de quem subia.

Na base das pirâmide havia um grande pátio onde eram feitas transações comerciais e onde ficavam as oferendas.

A construção era feita com pedra talhada e depois com uma mistura de barro, argila e conhas do mar. Restos de conchas do mar ainda podem ser visto em alguns locais.

Pachacamac

Foto: Arquivo pessoal

As construções eram tão modernas que tinham até sistema de canalização de água.

O Santuário foi construído em uma posição estratégica, próximo ao mar e perto de um vale, em um posição bastante elevada, para controlar a aproximação do inimigo e para utilizar a água do vale para a agricultura. No Templo do Sol, construído pelos incas, é possível ver a diferença de topografia e de vegetação da região.

Pachacamac

Pachacamac

Pachacamac

Pachacamac

Fotos: Arquivo pessoal

Hoje o local funciona como zona arqueológica e pesquisas ainda são realizadas. O curioso é que caminhando nos corredores onde é permitida a circulação de pessoas e carros podemos observar pedaços de ossos e restos de tecidos no chão…

Já era por volta de 14h quando terminamos o passeio em Pachacamac. Seguimos para um restaurante onde aprendemos a preparar pisco sour. Depois fizemos um passeio no bairro de Barranco, visitamos o Mercado de Artesanías e conhecemos o Circuito Mágico das Águas. Mas isso vou deixar para contar em um próximo post.

Só tenho que registrar que curtimos muito esse passeio! Ao contrário do primeiro dia, quando fiz algumas críticas ao tour Los Lugares más importantes de Lima, não tenho nenhuma crítica quanto a esse segundo dia de passeio. Só elogios. Super recomendo!

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  3. Anna, estou lendo seu série de posts de Lima e estou adorando suas dicas =)

    Mas confesso que fiquei triste com essa história do moço que fica se jogando da pedra em troca de algumas gorjetas =(

    • Oi Natalie!
      Que honra receber uma visita sua aqui!!
      Fico feliz em saber que vc está gostando das nossas dicas! Eu acompanho e gosto muito do Sunday Cooks!
      Não se preocupe com o rapaz que salta do penhasco em direção ao mar. Ele é bem descolado e tem uma habilidade singular. Depois de pular no mar, consegue escalar as pedras em segundos. E, de acordo com o guia, ele fatura um bocado por conta das encenações aos turistas. Além disso, é super famoso na região…

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