Tour pelos lugares mais importantes de Lima

Descobrimos a empresa Lima Mentor, especializada em city tours privados, coletivos e roteiros personalisados, em nossas pesquisas na internet.

Para otimizar o nosso reduzido tempo na cidade (ficamos dois dias e meio em Lima), optamos por fazer dois roteiros da Lima Mentor em tour privado: Los lugares más importantes de Lima (passeio no período da tarde) e Recorriendo la historia (passeio de um dia inteiro). Isso nos permitiu conhecer as principais atrações da cidade, receber valiosas informações do guia e ainda nos sobrou um dia para fazermos outros passeios.

Chegamos no aeroporto de Lima pouco antes de meio-dia. Já tínhamos deixado agendado o passeio Los lugares más importantes de Lima para 14h. O  Sr. Fernando, nosso guia, chegou pontualmente ao nosso hotel. O carro que nos esperava era uma minivan nova, com capacidade para 7 pessoas, bastante confortável. Além do guia, havia um motorista, necessário em razão do maluco trânsito da cidade (é incrível comos as buzinas do carros tocam o tempo inteiro…).

Logo de início saímos para o sítio arqueológico denominado Huaca Pucllana, que fica literalmente dentro da cidade e rodeado por prédios. Existe até uma rua que corta a Huaca Pucllana no meio, para desespero dos arqueólogos. Huaca significa templo sagrado e, em Lima, existem mais de 250 huacas, quase todas rodeadas de prédios e casas, expondo o contraste de culturas das civilizações antigas e do homem moderno.

Huaca Pucllana

Foto: Arquivo pessoal

A Huaca Pucllana é um centro cerimonial em forma de pirâmide que remonta a 200 anos a.C. Curiosamente, as pirâmide peruanas, ao contrário das egípcias, não têm ponta (cume) e não servem como sarcófagos. A parte superior é reta, servindo como um centro ceremonial administrativo da cultura Lima. Ali eram realizadas atividades de culto religioso, inclusive sacrifícios de animais e homens em homenagem às divindades locais.

Huaca Pucllana

Foto: Arquivo pessoal

Outra curiosidade: a huaca foi construída de forma a evitar que a obra ruísse em razão dos inúmeros terremos que abalam o solo peruano, demonstrando que as civilizações antigas já dominavam técnicas avançadas de construção, como a “Técnica del Librero“. De acordo com essa técnica, os tijolos de adobe (mistura de barro e palha) eram colocados na posição vertical, com argamassa somente na parte inferior e superior, sem argamassa entre eles, permitindo que a construção pudesse melhor absorver os impactos dos terremotos. O resultado é que os muros parecem vários livros colocados lado a lado em uma estante.

Huaca Pucllana

Foto: Arquivo pessoal

Ficamos decepcionados de não termos entrado na Huaca. Vimos o lugar apenas de fora, observando detrás da cerca. Porém, as explicações do guia foram técnicas e muito satisfatórias.

Seguimos depois para uma bela ronda nos Distritos de Miraflores e San Isidro e adjacências, com várias explicações sobre a história da cidade e seus casarões mais antigos.

Casarões antigo em Lima Casarões antigo em Lima

Fotos: Arquivo pessoal. 1ª foto: Casa Hacienda los Condes, edificada na época colonial há mais de 300 anos.

Vimos também o bonito Parque el Olivar, que conta atualmente com mais de 1.500 oliveiras. As oliveiras foram trazidas pelos espanhóis da Europa e dos mais de mil, apenas três vingaram na longa viagem pelo oceano. Todas as que se encontram atualmente lá foram cultivadas a partir desses três pés.

Parque das Oliveiras

Foto: Arquivo pessoal

Na sequência fomos para o Museo Larco, o museu com maior acervo de arte do Peru antigo.  Rafael Larco Hoyle (1901 – 1966) era um rico arqueólogo dedicado ao estudo da arte precolombiana. Foi precursor da pesquisa e descobrimento de várias culturas antigas. O museu, inaugurado em 1926, foi construído em uma mansão do século XVIII, que se encontra, por sua vez, em cima de uma pirâmide precolombiana do século VII.

Museu Larco

Foto: Arquivo pessoal

O jardim do museu chama atenção pela sua beleza e pela quantidade flores, algo impressionate para uma cidade desértica como Lima.

Museu Larco Museu Larco

Fotos: Arquivo pessoal

O guia nos mostrou os highlights do museu, destacando a forma de transmissão do conhecimento das culturas pré-incas e incas. As garrafas, por exemplo, serviam para propagar conhecimentos através de desenhos e formas, uma vez que não existia comunicação escrita. Vimos também os produtos têxteis e os metais que foram uma evolução na forma de transmissão de conhecimento.

Museo Larco Museu Larco

Segundo o guia, Picasso tinha uma coleção de cerâmicas do Peru antigo em sua residência e essa cerâmica da 2ª foto o influenciou a criar o cubismo.

Museu Larco Museu Larco

Museu Larco

Fotos: Arquivo pessoal. Última foto: múmia de pessoa em posição fetal.

Todas as explicações do guia foram fantásticas. Só tenho uma crítica: ele não esperava eu bater todas fotos que queria; já seguia para o próximo item e começava a passar as explicações para o Fred.

O museu também tem uma interessante coleção de arte erótica precolombiana.

Museu Larco

Foto: Arquivo pessoal

De lá, seguimos para o Centro Histórico. No caminho, tiramos uma foto da Plaza San Martín de dentro do carro. San Martín foi um general argentino que participou do processo de independência da Argentina, do Chile e do Peru.

Plaza San Martin

Foto: Arquivo pessoal

Paramos no Convento de San Francisco, onde conhecemos o museu e vimos as catacumbas. São diversas as passagens subterrâneas abaixo do convento, local onde foram sepultadas mais de 25.000 pessoas. É possível ver uma enorme quantidade de ossos, mas, infelizmente, esqueci de tirar fotos…

Convento San Francisco

Foto: Arquivo pessoal

Caminhamos depois para a Plaza Mayor, também chamada Plaza de Armas, que abriga o Palácio do Governo, a Catedral de Lima, o Palácio do Arcebispo e a Câmara Municipal.

Palácio do Governo Catedral de Lima Catedral de Lima Plaza Mayor Plaza Mayor

Fotos: Arquivo pessoal

Para terminar, fomos de carro até o Centro Comercial Polvos Azules, para, segundo o guia, experimentar como os peruanos vão ao shopping. Uma furada! Nada diferente dos shoppings populares brasileiros. Parece a Feira do Paraguai em Brasília, só que com mais andares e mais lojas. Ficamos só alguns minutos e seguimos para o hotel.

Em resumo, gostei do passeio, mas acho que faria algumas adaptações no roteiro, para dar mais ênfase à Huaca Pucllana, ao Museu Larco e à Playa Mayor.

O passeio da empresa Lima Mentor tem saídas diariamente, de 2pm a 6:30pm (o nosso passeio terminou por volta de 7:30pm).  O grupo coletivos tem no máximo sete pessoas e o idioma é inglês ou espanhol. O preço é de U$ 60 por pessoa. Conseguimos um desconto e fizemos o tour privado pelo mesmo preço do tour coletivo. O valor inclui o guia, entradas nos museu Larco e no Convento San Francisco, transporte en minivan, snacks e garrafas de água. Um fato engraçado: durante o passeio, perguntei ao guia sobre os snacks. Ele me disse que poderíamos escolher o que quiséssemos para comer. Não entendi muito bem… Em seguida, ele entrou em uma vendinha no meio da rua e falou para escolhermos….O Fred não quis escolher nada para ele. Ficou com medo de passar mal. Eu peguei uma empanada de frango que estava, eufemisticamente falando, “diferente”…Ainda bem que eu não passei mal depois.

Nas pesquisas na internet também achei interessante o walking tour pelo Centro Histórico da empresa Lima Walks. Não fizemos, mas pode ser uma boa opção.

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Sobre Anna Bárbara

É louca por viagens! Nem acaba de chegar de uma viagem e já está pensando nas próximas (no plural, é claro!). Tem o passaporte carimbado em mais de 20 países e é apaixonada pela Ásia, ou melhor, por todos os destinos exóticos. Qual a melhor viagem? "Não há dúvida", diz ela, "a melhor viagem é sempre a próxima".

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