A Casa de Anne Frank

Em Amsterdam, não deixe de conhecer o museu da Anne Frank (Anne Frank Huis).

Annelisse Maria Frank, mais conhecida como Anne Frank, era uma menina judia que tinha apenas 13 anos de idade quando começou a escrever um diário no qual narrava as transformações ocorridas em seu cotidiano com o início da ocupação nazista na Holanda, em 1940.

Depois de maio de 1940, os bons momentos foram poucos e muito espaçados: primeiro veio a guerra, depois, a capitulação, em seguida, a chegada dos alemães, e foi então que começaram os sofrimentos dos judeus. Nossa liberdade foi gravemente restringida com uma série de decretos antissemitas: os judeus deveriam usar uma estrela amarela; os judeus eram proibidos de andar nos bondes; os judeus eram proibidiso de andar de carro, mesmo em seus próprios carros; os judeus deveriam fazer suas compras entre três e cinco horas da tarde; os judeus só deveriam frequentar barbearias e salões de beleza de propriedade de judeus; os judeus eram proibidos de sair às ruas entre oito da noite e seis da manhã; os judeus eram proibidos de frequentar teatros, cinemas ou ter qualquer outra forma de diversão; os judeus eram proibidos de ir a piscinas, quadras de tênis, campos de hóquei ou a qualquer outro campo esportivo; os judeus eram proibidos de ficar em seus jardins ou nos de amigos depois de oito da noite; os judeus eram proibidos de visitar casas de cristãos; os judeus deveriam frequentar escolas judias etc. Você não podia fazer isso nem aquilo, mas a vida continuava. Jacque sempre me dizia: ‘Eu não ouso fazer mais nada, porque tenho medo de ser algo proibido’. Trecho de O Diário de Anne Frank, Ed. Bestbolso, 2010. p. 20/²1.

Em seu diário, Anne Frank narrava também a angústia e as dificuldades da família ao se esconder, juntamente com mais outros quatro judeus, em um “anexo secreto” nos fundos da empresa de seu pai, para fugir da perseguição nazista. No local, eles deveriam falar em sussuros, se movimentar pouco e evitar dar descarga no banheiro, tudo para  que os funcionários da empresa não desconfiassem da presença deles.

O Anexo foi descoberto em 4 de agosto de 1944 e seus oito ocupantes foram levados para campos de concentração. Anne Frank faleceu 3 meses antes de completar 16 anos. Apenas Otto Frank, pai de Anne Frank, sobreviveu aos campos de concentração.

Após a guerra, o diário de Anne Frank foi publicado e virou um sucesso de vendas, sendo traduzido para diversas línguas.

O imóvel onde eles se esconderam ficou vazio e quase foi demolido. Mas o sucesso de O Diário de Anne Frank atraiu atenção ao local, que foi transformado em museu e aberto ao público em 1960.

Casa de Anne Frank

Foto: Arquivo pessoal. Fachada do prédio onde Anne Frank e sua família se esconderam.

No museu é possível entender melhor a história da família Frank e ver a configuração dos cômodos onde eles se escondiam.

Apesar de estarem vazios, há fotografias e maquetes que mostram como eram os cômodos e o esconderijo. Prepare-se para se emocionar!

Os ingressos custam €9 (adulots), € 4,50 (10 a 17 anos de idade) e € 0,50 (menores de 10 anos de idade). Podem ser adquiridos pela internet ou na bilheteria. A dica é comprar pela internet, pois as filas costumam ser enormes. No dia em que fomos a fila fazia voltas e quase chegava na igreja que fica ali perto.

Casa de Anne Frank Casa de Anne Frank Casa de Anne Frank

Fotos: Arquivo pessoal

Comprando pela internet, é preciso escolher o dia e o período em que a visita será feita. Com os ingressos em mãos, é só ir até o museu e tocar o interfone (foto abaixo), que logo um funcionário abrirá a porta e recolherá seu ticket.

Casa de Anne Frank Foto: Arquivo pessoal

Endereço: Rua Prinsengracht 263.

Horário de funcionamento:  De 15 de março a 14 de setembro, diariamente, de 9am a 9pm, sendo aos sábados até 10pm. Julho e agosto, diariamente, de 9am a 10pm. De 15 de setembro a 14 de março, diariamente, de 9am a 7pm. A última entrada é feita 30 minutos antes do fechamento.

Importante: No Anexo há escadas muito íngremes e, por isso, é desconselhável a visita por pessoas com dificuldades de locomoção. No caso de visitas com crianças, o museu aconselha que os pais conversem com elas sobre o nazismo e os campos de concetração antes da visita.

www.annefrank.org/en.

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Sobre Anna Bárbara

É louca por viagens! Nem acaba de chegar de uma viagem e já está pensando nas próximas (no plural, é claro!). Tem o passaporte carimbado em mais de 20 países e é apaixonada pela Ásia, ou melhor, por todos os destinos exóticos. Qual a melhor viagem? "Não há dúvida", diz ela, "a melhor viagem é sempre a próxima".

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